INFORMATIVO DOS LEIGOS ESTIGMATINOS

Setembro – Outubro de 2006 - Ano VI - n° 43

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ÍNDICE COM LINKS


A rosa floresce por qualquer motivo

Perspectivas (É por amor...)

Nascem mais duas Fabers

Encontro com Bertoni

Infância e Adolescência missionária: fruto novo no coração da Igreja

Festival bertoniano

A noite das tendas

Mês das crianças

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“A ROSA FLORESCE SEM QUALQUER MOTIVO”

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A natureza em movimento se desperta... desabrocha-se em cores, transforma o cenário... perfuma...

O perfume de Deus fica mais marcante na celebração do mês da Bíblia... “A finalidade da leitura da Bíblia é a prática da verdade nela contida”. É preciso, pois, meditá-la e propô-la como regras do próprio comportamento. Lendo, cremos encontrar imediatamente pronto o alimento, mas não é assim: é preciso prepará-lo. Se existe o pão, é necessário assá-lo, ou talvez ainda não esteja no momento de comê-lo.

É o 7º aniversário do nosso informativo e recebemos esse presente: “Nascem mais duas FABERs...”

A juventude se move... Nas manhãs de dias nublados somos chamados à esperança de um sol que vai chegar ou mesmo já está entre nós por estarmos em seu nome: “onde dois ou três estiverem em meu nome aí eu estarei no meio deles” (Mt 18,20)

Em outubro, somos chamados a fazer memória do nosso compromisso de batizados: é mês missionário! Ide, disse Jesus! Ele não disse que os homens a aceitariam. Disse simplesmente que havia necessidade de caminhar para proclamar a Boa Nova, e proclamar bem alto, as palavras de vida. São Gaspar marca seu tempo e determina para sua Congregação seu distintivo: anunciar a boa nova para os jovens, para os padres, para as famílias.

Que beleza ver as crianças desde tão pequenas, envolvidas nessa dinâmica da vida: “criança evangeliza e ajuda criança” é o lema da Infância e Adolescência Missionária - que na paróquia de Santa Edwiges, tem São Gaspar como seu padroeiro, e vivem a espiritualidade, a fé, o amor e o ardor missionário deste santo.

Por falar em crianças, outubro é o mês delas...

Nós, leigos estigmatinos nos movemos em direção ao nosso grande encontro anual...

Movimento, dinâmica... eis o amor...

Como será que uma professora visualiza o amor no dia-a-dia, no contato com seus alunos? Qual será a visão de amor para um padre? Será diferente da visão de um engenheiro?

Saberemos na “1ª Noite das Tendas – Vida no Amor, Amor na Vida – Um olhar jovem sobre a Encíclica Deus é Amor”; com o objetivo de interagir e acabar com o preconceito aos documentos oficiais da Igreja. Vamos aprender a Encíclica “Deus é Amor”, escrita pelo Papa Bento XVI de um jeito mais leve e agradável.

Rita

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Leia com freqüência o Evangelho, esmiúce as palavras e atitudes de Nosso Senhor com consideração e meditação e aplique a si aquilo que convém segundo as circunstâncias em que se encontra.

(São Gaspar)

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PERSPECTIVAS

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É por amor...

Começo meu diálogo poetizando com Zé Vicente, compositor, cantor e poeta cearense:

É por amor!
Sim, é por amor à vida
Que cantamos
E tantas vezes choramos também.
É por amor à vida
Que estamos lutando
E vamos andando lentamente
Para buscar a luz
E a liberdade das manhãs de Sol! ...

É por amor que caminhamos lado a lado, noite e dia como família bertoniana.

É por amor que queremos que vocês, leigos (as) estigmatinos (as), conheçam passo a passo a vida e a espiritualidade do nosso fundador São Gaspar Bertoni. É daí que nasce a identidade estigmatina.

É por amor que vos convido, como acompanhante espiritual da Faber, a se aproximarem de Jesus, partilhar a vida com ele. Suas dores, alegrias, sonhos... Sentar-se à mesa e comer do pão que lhe é oferecido. Conviver com Jesus e, assim, comprometer-se com ele, seguindo seus passos e doando-se na construção do Reino. Gaspar Bertoni, no seguimento a Jesus, entregou-se inteiramente nas mãos do Pai. No livro “Na Escola de Deus com São Gaspar Bertoni”, Pe. Inácio Bonetti nos diz: “Pe. Gaspar não tem nenhuma pretensão de originalidade no seu ensinamento espiritual e na colocação de seu ensinamento espiritual. O que o caracteriza, na vida e nos escritos, é o esforço sólido, para que Cristo seja realmente o centro do amor e da finalidade de toda intenção”. São Gaspar fez da experiência cristocêntrica o cerne de sua vida. Portanto, deve ser para nós um modelo de seguimento a Jesus. É um meio e não o fim.

Em meditações feitas no seminário, comentando o texto bíblico 1Sm 1, 35, São Gaspar nos afirma que caminhar na presença de Cristo significa considerar-se sempre diante Dele e fazer aquilo que sabe ser-Lhe  agradável. Em outras palavras, caminha sempre na presença de Cristo aquele que, em tudo que faz, visa a Ele e procura orientar a própria vida conforme seu exemplo: reconhecendo que Ele veio a terra para oferecer em sua Humanidade a imagem do homem novo. 

É por amor à vida que precisamos conhecer a espiritualidade bertoniana e perceber que, na vida deste “Homem de Deus”, como foi chamado, existem virtudes que precisamos acolher.

Em São Gaspar, experimentamos a beleza do seguimento a Jesus, sem fugir do sofrimento, mas aprendendo com ele e, acima de tudo, tendo um exemplo da beleza da relação amorosa com o Senhor. Ninguém é convidado a seguir Jesus se não for por amor a Ele e ao seu projeto de vida.

É por amor que, seguindo a Jesus pelos métodos de Bertoni, e, inseridos no contexto sociopolítico, econômico, psicológico, espiritual... somos chamados a construir o Reino nas nossas famílias, comunidades e na nossa Congregação.

É por amor que precisamos desenvolver em nós a arte do diálogo com Deus, com Jesus, com São Gaspar, com o outro por meio da oração e práticas de justiça e paz.

É por amor que, como assessor da Faber, vos proponho essa prática.

Somos humanos, seres de relação. Para mantermos uma relação amorosa com Deus e desenvolver a espiritualidade, proponho alguns passos:

Você anda estressado, exausto, disperso, com a sensação de estar carregando o mundo nas costas? Pare! A essencial arte de parar é a maneira ideal de entrar em contato com seu eu. De retomar seus sonhos, rever seus caminhos, perceber para aonde está indo. Entrar em contato com suas belezas e feiúras. Lembrar de algo fundamental a respeito da vida que ficou para trás. Perceber qual o lugar de Jesus na sua história de vida. Sentir que existem pessoas caminhando ao seu lado. Tomar consciência do seu corpo, sentimentos e emoções. Parar é garantir que você seguirá na direção que realmente deseja e na qual tenha a capacidade de escolher o que é melhor para sua felicidade. Parar é preciso, para entrar em diálogo com Deus. Escolha um momento do seu dia, dialogue, reze. Parar não é um ato estéril. Precisamos parar para “parir”, para gerar vida em nós e nos outros. Parar pra respirar, para conhecer-se e saber por que se faz parte da família bertoniana. Parar para dizer com santo Agostinho: “Senhor faça com que eu me conheça para que eu te conheça”.

Tomar contato com a Bíblia. Ler, meditar, ruminar e celebrar. Precisamos acolher a Palavra diariamente. Precisamos comer a Palavra, como fez São Gaspar. Sentir o amargo, a doçura, a ternura, o medo, o sofrimento, a poesia e os apelos.

A Bíblia, palavra revelada, deve ser o centro das nossas reuniões e encontros da Faber. reuniões e encontros da Faber. São Gaspar Bertoni, compartilha sua experiência dizendo: “A finalidade da leitura da Bíblia é a prática da verdade nela contida. É preciso, pois, meditá-la e propô-la como regras do próprio comportamento. Lendo, cremos encontrar imediatamente pronto o alimento, mas não é assim: é preciso prepará-lo. Se existe o pão, é necessário assá-lo, ou talvez ainda não esteja no momento de comê-lo. É preciso o fogo do Espírito Santo para assá-lo. É a oração que o reaviva e o inflama”. 

A experiência com Deus nos leva a uma ação. Podemos entender ação como movimento interno ou externo, como algo que nos transforma, nos move ao encontro do que sou, do eu presente no outro que, na relação, torna-se um tu, dos nossos grupos de convivência, de Deus e dos cenários da nossa vida. Nas reflexões feitas no Psicodrama, percebi que os cenários são muito importantes na construção do nosso ser. Seguir Jesus, rezar, envolver-se com alguém, abraçar um projeto, pertencer à Faber... Tudo isso nos conduz a cenários variados, nos leva a subir no palco da vida e, assim, percebermos qual o nosso papel na História e na construção do Reino. 

Concluo minha conversa, com a certeza de que é por amor que precisamos seguir a Jesus e viver cada instante da vida, sabendo que não estamos sós. Compartilhamos os sonhos, a espiritualidade e pertencemos a uma mesma família, a Família Bertoniana.

Perseverança na caminhada.

Com ternura,

Pe. Jordélio

Sugestões de leitura:
Na escola de Deus com São Gaspar Bertoni,
BONETTI, Pe. Inácio;
A Essencial arte de parar,
KUNDTZ, David;
A oração como encontro,
GRUN, Anselm.

 

 

 

NASCEM MAIS DUAS FABERS...

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Em nosso informativo sempre temos a alegria de ler uma matéria com o seguinte titulo: “NASCE MAIS UMA FABER...”, mas neste informativo este tema mudou de uma para duas fabers, é isso mesmo, duas!

A Faber em Campinas se alegra com mais dois grupos de leigos estigmatinos, um na Paróquia São Benedito (Paróquia Estigmatina) e a outra na Paróquia Santana (Paróquia Diocesana), onde os seminaristas estigmatinos realizam seus trabalhos pastorais.

O grupo de Faber da Paróquia São Benedito foi fundado pelo Pe. Jordélio, diretor espiritual da Faber na Província Santa Cruz, com uma bela missa no dia 27 de Agosto do corrente ano. Estiveram presentes vários leigos da Faber Santa Edwiges e os seminaristas Flávio Veloso e Luciano que trabalham com a Faber em Campinas.

A igreja São Benedito ficou repleta. Pe. Jordelio, com seu jeito carismático, falou da importância do leigo e do seguimento a Jesus Cristo através da Espiritualidade de São Gaspar; a Faber São Benedito hoje conta com um grupo de quarenta leigos.

Já no dia 23 de Setembro foi a vez da Paróquia Santana se alegrar com a missa de abertura da Faber Santana, com uma bela missa, bem preparada com cantos bertonianos e presidida por Pe. Jordélio. Contamos com a presença do Ir. Manoel, dos seminaristas Flávio Veloso, André, Maicon, Elton, Rudimar, Paulo Pereira e Luciano, e também não podemos deixar de citar a presença dos leigos da Faber São José Operário que animaram a missa através do canto juntamente com o seminarista Rudimar. A Faber Santana foi fundada pelos Seminaristas Luciano e Flávio, e conta com um grupo de dezesseis leigos.

Hoje, Campinas, berço da Faber na Província Santa Cruz conta com cinco grupos de leigos estigmatinos, sendo três grupos em Paróquias diocesanas e dois grupos em Paróquias Estigmatinas, que são: Faber Santa Edwiges (Paróquia Santa Edwiges – estigmatina), Faber São Gaspar Bertoni (Quase-Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz – Comunidade Shangrilá – diocesana), Faber São José Operário (Paróquia Santana – Comunidade São José Operário – diocesana), Faber São Benedito (Paróquia São Benedito - estigmatina) e a Faber Santana (Paróquia Santana – Comunidade Matriz - diocesana).

Que a Espiritualidade de São Gaspar Bertoni sempre nos conduza a Jesus Cristo, ensinando-nos trilhar o caminho do divino Mestre.

Parabéns Campinas!

 

 

 

ENCONTRO COM BERTONI

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São Gaspar e as Missões

Mês de outubro é o mês das missões. Mais uma oportunidade para analisar nosso compromisso de cristãos. São Gaspar Bertoni colocou como distintivo para a Congregação Estigmatina: Missionários Apostólicos a serviço dos bispos. No emblema estigmatino aparecem as palavras: “Euntes Docete”, indo, por onde andares, ensinai. Estas palavras estão dentro da ordem dada por Jesus Cristo: “Ide por todo mundo...

          Jesus é o missionário do Pai e Ele passa este compromisso para os apóstolos e os apóstolos passaram para todos os seguidores de Cristo esta mesma ordem.

          O Papa Paulo VI na encíclica “Evangelii Nuntiandi” diz: “não se pode dizer que alguém está completamente evangelizado enquanto não se tenha convertido em um evangelizador”. (E.N. 24).

          Este dever missionário é uma exigência comum a todos. Levar o evangelho a todas as criaturas, prioritariamente àqueles onde é quase ou totalmente desconhecido. (E. N. 52).

         Falando a um grupo de jovens, e pedindo que eles fizessem uma oração sobre as passagens bíblicas onde Jesus fala: “vós sois o sal da terra ..., e também sobre a parábola da semente lançada na terra, não sei se eu não me fazia compreendido, ou os jovens estavam “em outra”, o certo é que ninguém conseguiu formular uma oração. Fiquei meio frustrado.

          A Igreja é a depositária dos mistérios da salvação. (E.N. 80). Temos a obrigação de levar o evangelho ao mundo inteiro mesmo que muitos sejam os instrumentos de luz que as religiões não-cristãs tragam consigo.

          Os homens cada vez mais se avizinham uns dos outros, e o mundo se torna uma grande aldeia. É papel do missionário fazer com que a unidade aconteça também em nível espiritual, tornando todas as nações um só Povo de Deus.

         Espelhando-nos em São Gaspar, outubro oferece um momento especial para recordar o mandato de Jesus Cristo: “Ide, pois, por todo o mundo e proclamai a Boa Nova a todas as criaturas!”.

         Esta ordem ultrapassa o tempo e o espaço: é para todas as gerações e nações da terra. Jesus sabia das dificuldades a serem enfrentadas, quantas resistências seriam oferecidas, mas não diminuiu a força de suas palavras.

          Ide, disse Jesus! Ele não disse que os homens a aceitariam. Disse simplesmente que havia necessidade de caminhar para proclamar a Boa Nova. Jesus pede o colocar-se a caminho, e proclamar bem alto, as palavras de vida. Isto exige coragem e generosidade.

          São Gaspar marca seu tempo e determina para sua Congregação que este deve ser seu distintivo: anunciar a boa nova para os jovens, para os padres, para as famílias.

         Podemos contar com o compromisso do Senhor; “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

           O testemunho é imprescindível.

Pe. Jacob Jovino Tomazella
Paróquia
Santa Edwiges
Pároco

 

 

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA MISSIONÁRIA:
FRUTO
NOVO NO CORAÇÃO DA IGREJA

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A Infância e Adolescência Missionária (IAM) é uma obra pontifícia, cujo lema é “criança evangeliza e ajuda criança”. É formada por crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, que mostram interesse em alcançar essas finalidades e objetivos. Fundada em 1843, na França se espalhou por todo o mundo, chegando ao Brasil em 1850 e na arquidiocese de Campinas em 1998. 

         A Paróquia Santa Edwiges foi a segunda comunidade da diocese a recebê-la e trabalhar com ela, sendo introduzida no dia 28 de agosto de 1998. O responsável por essa realização foi José Augusto Scheffer, que assumiu o compromisso da criação de dois grupos de crianças e adolescentes que realizavam encontros aos sábados, cuja missão era a evangelização de outras crianças, bem como a prática da partilha, da realização de boas obras e compromisso com os mais necessitados; e da divulgação da obra para outras paróquias.

         Em pouco tempo, a semente se espalhou e, assim, o grupo da Infância e Adolescência Missionária já contava com a participação ativa de aproximadamente cem crianças. Foram formados novos grupos, e a missão da evangelização e do sacrifício pelas crianças necessitadas do mundo inteiro, era cada vez mais vivenciada.

         Com freqüência, as crianças realizam terços nas casas de doentes; fazem campanhas de arrecadação de alimentos, roupas e brinquedos com entrega e visita nas comunidades carentes; visitas à instituições que cuidam de pessoas aidéticas e idosas, entre tantos outros gestos de fraternidade.

         Cada paróquia, segundo as diretrizes e orientações da IAM, deve escolher um patrono, para que as crianças possam se espelhar e seguir o exemplo de vida do santo ou santa escolhido. No ano de 1999, a IAM da paróquia de Santa Edwiges, escolheu como seu patrono, São Gaspar Bertoni. A partir daí, as crianças passaram a experimentar e a viver a espiritualidade, o amor, a fé e o ardor missionário tão presente na vida de São Gaspar Bertoni.

         Dois anos mais tarde, a paróquia de Santa Edwiges já contava com o trabalho de divulgação com encontros de formação da IAM, na região de Campinas, chegando também a realizá-lo na cidade de Itararé no estado de São Paulo, por um grupo formado pelas próprias crianças da IAM.

         Ainda no mesmo ano, ocorreu em Campinas o 14º Congresso Eucarístico, juntamente com o 3º Encontro Nacional da Infância e Adolescência Missionária. E foi a paróquia de Santa Edwiges, quem acolheu as 120 crianças da IAM vindas de todo o Brasil, para participarem deste encontro. As crianças da IAM puderam partilhar culturas diferentes, trocar experiências e realidades vividas por crianças em todas as regiões do Brasil.

         Ainda no ano de 2002, a paróquia de Santa Edwiges teve uma apresentação na TV Século XXI, onde participaram por volta de 1000 pessoas entre crianças, adolescentes e adultos. Toda a transmissão foi ao vivo para todo o Brasil, divulgando ainda mais a obra e o trabalho missionário das crianças.

         Muitas das crianças que iniciaram na Infância e Adolescência Missionária, e que hoje já são jovens, participam fervorosamente da missão jovem estigmatina, graças à primeira experiência da vida de amor e de evangelização vivida nesta obra.

         Há oito anos, a Paróquia Santa Edwiges conta com o trabalho missionário de inúmeras crianças, que conhecem desde cedo, Jesus e o tem como seu melhor amigo. Ao se aprofundarem na obra, conhecem a realidade das crianças do mundo todo, rezam por elas, realizam sacrifícios para doação de oferta material, e anunciam a Boa Nova para todos que ainda não a conhecem.

         Como disse o Papa João Paulo II: “As crianças são os pequenos grandes missionários”. O mais importante de tudo é nos aproximarmos das crianças. Elas com o enorme potencial que possuem, são capazes de evangelizar e mudar o mundo, pois não têm vergonha de falar de Jesus para os outros.

         Nós, evangelizadores e evangelizadoras, devemos ir até as crianças e “trazê-las para o meio”, como Jesus mesmo fez, e aprender delas o caminho e o jeito de evangelizar com um renovado ardor missionário.        

Luciana Zanata
Assessora da IAM
Paróquia
Santa Edwiges

 

 

 

FESTIVAL BERTONIANO

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E assim, numa bela manhã de sol...

         Sempre que nos encontramos, temos momentos de festa, descontração,  entusiasmo, espiritualidade, alegria e amizades. Mas aquele domingo de manhã, um pouco nublado, com uma cara de domingo à tarde não parecia prometer muito. Era só olhar para o lado e ver na cara de alguns: “quero cama; não agüento de tanta preguiça!”. Cansados, uns mais, outros menos, mas também animados (ou ao menos apostando nisso) saímos das nossas cidades para o Festival Bertoniano (Detalhe: essa reflexão só a tive depois; naquela hora eu participava também do clima sem sol...).

         Depois de tudo, confesso que ainda estou surpreso com o que vi, ouvi, me emocionei e, é claro, ri neste dia. Parecia mágica, ou programa de auditório dos bons. Teve até gente (frango?) que tocou o hino nacional com sons do próprio corpo, ‘tipo se vira nos trinta’; e fora as histórias “frangolinas” e motivacionais, como a de Joseph Climber, que nos mostraram em detalhes e com fundamentos a origem da exótica dança do “frango caipira”  que, à luz de uma bela manhã de sol,  nos fez ver que a vida é uma caixinha de surpresas (mais um detalhe: o sol ainda não havia aparecido, mas no palco do anfiteatro eram muitas luzes).

         Após a chegada, aquela carinha de que falei no início teve que ceder espaço à outras mais animadas. Todos tinham alguma coisa para contar e cantar (valeu pessoal pela música, poema, pintura, teatros...)  e tempo foi feito com este recheio de alegria e espiritualidade bertoniana. Cada teatro! Cada cena! Onde se tirou tanta criatividade?    É certo que nem tudo era alegria; houve até dor, mas de tanto rir.

         Poderia até continuar descrevendo aquela ‘linda manhã de sol’, mas aí seria o mesmo que abrir uma caixinha de surpresas para você (aí não tem graça, não é mesmo?). Quero só dizer algo sobre a espiritualidade e as atividades da Igreja que exigem dedicação e algumas manhãs de sol de preparo. O mundo nos ensina uma ideologia da satisfação imediata. Aliás, é só ver as propagandas com seu apelo imediato. Isso leva as pessoas a não quererem mais ‘gastar’ seu tempo para o outro ou mesmo em vista de um bem futuro. É de se imaginar quanto tempo de preparo cada cidade e grupo dedicou para fazer do Festival um show. Ainda não se havia visto o brilho do sol.

         Nas manhãs de dias nublados somos chamados à esperança de um sol que vai chegar ou mesmo já está entre nós por estarmos em seu nome: “onde dois ou três estiverem em meu nome aí eu estarei no meio deles” (Mt 18, 20). E assim numa linda manhã de sol aconteceu o festival bertoniano.

         Obrigado galera da PJest!!!

Ir. Cezar Pazuch
Assessor Região Campinas

 

NOITE DAS TENDAS

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Por falar de amor...

Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas, ambos vivem do amor proveniente com que Deus nos amou primeiro”. Este é um dos trechos mais significativos da Encíclica “Deus é Amor”, escrita pelo Papa Bento XVI. O texto suscita uma dupla importância: além do fato de uma encíclica ser um dos documentos mais importantes da Igreja, o amor é um dos temas mais discutidos entre todos grupos etários, sociais e culturais. Mas, como este documento tem sido absorvido pelos fiéis? Quantos de nós, católicos, no mundo todo, têm a oportunidade de ler, compreender e trazer as reflexões de Bento XVI para o mundo prático?

Num país com pouco hábito de leitura, com dificuldades para o entendimento de textos de construção filosófico-teológica, cuja complexidade exige discussão, reflexão e conhecimentos anteriores e, inclusive, diante de tantas recusas a documentos oficiais e de líderes hierárquicos, é preciso pensar no acesso e na compreensão de tais textos, que unificam cristãos católicos e dão fôlego a importantes temas da vida comunitária.

         Diante dessa inquietude, premissa básica para a modifica- ção de qualquer realidade, o Cen- tro de Formação Permanente (Cefope), setor juventude, coor- denado pelo diretor espiritual da Faber, Pe. Jordélio Siles Ledo, promoverá em outubro a “1ª Noi- te das Tendas – Vida no Amor, Amor na Vida – Um olhar jovem sobre a Encíclica Deus é Amor”.

         O evento será realizado em duas etapas: no dia 27 de outubro, sexta-feira, às 19h, para os jovens a partir de 17 anos, e, no dia 28, sábado, às 18h, para toda a comunidade. O local escolhido para as atividades é o Salão Paroquial Gaspar Bertoni, na Igreja São Benedito, no centro da cidade.

         No evento, um grupo de jovens profissionais, que trabalham em diferentes áreas, proporão atividades lúdicas e dinâmicas que farão com que o tema seja discutido e refletido em diferentes contextos, provocando a relação entre o documento e a vida prática. É o conhecimento sendo, efetivamente, transformado em informação para toda a sociedade.

         A proposição de atividades artísticas e lúdicas como metodologia para o evento é uma forma de trabalhar o assunto de forma agradável e destituir o ranço e o preconceito que se construiu em relação a documentos oficiais. As atividades propostas usarão poesia, música, dramatizações e dinâmicas de grupo, que possibilitarão a vivência das questões trabalhadas na Encíclica, aproximando fiéis, principalmente os jovens, do documento.

         Além disso, a Noite das Tendas tem uma proposta multi, inter e transdisciplinar, como preconiza os principais trabalhos voltados à educação e ao diálogo em torno da construção do conhecimento. É preciso derrubar a idéia, concebida ainda na Idade Média e difundida durante os séculos, de que alguém, detentor do conhecimento, transmite-o aos outros, seres passivos no processo de recepção. Felizmente, iniciativas bem-sucedidas têm provocado mudanças nesse sistema. O Cefope também tem essa proposta e a Noite das Tendas é o primeiro exemplo.

         Os organizadores, que proporão vivências e diálogos entre os participantes, e não “palestras”, “seminários” ou “simpósios”, são profissionais de diferentes formações – medicina, jornalismo, psicologia, serviço social etc. Cada um proporá uma atividade, cujo objetivo é relacionar a Encíclica com o cotidiano profissional. Como será que uma professora visualiza o amor no dia-a-dia, no contato com seus alunos? Qual será a visão de amor para um padre? Será diferente da visão de um engenheiro?

         São questões como essas que permitem que se estabeleçam vínculos entre as profissões, centradas num mesmo assunto. É um diálogo que surge naturalmente e nos aproxima enquanto pessoas. Como diz o poeta Manuel Bandeira, “o que eu adoro em ti é a tua vida”. Todos temos algo a contribuir para o outro. Só existimos no coletivo, e nossa individualidade só tem razão quando entramos em contato com o outro e nos sentimos únicos enquanto indivíduos, mas também unificados no amor de Deus.

         Os interessados em participar da Noite das Tendas devem entrar em contato pelo telefone: 9134-3491 ou pelo e-mail: cefopecampinas@yahoo.com.br. Também é possível fazer as inscrições após as missas na secretaria da Igreja São Benedito, na Rua Cônego Cipião, n.º 774, Centro.

Fabiano Ormaneze
Jornalista e escritor
membro
do Centro de Formação Permanente (Cefope)
ormaneze@yahoo.com.br

 

MÊS DAS CRIANÇAS

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Quando falamos de crianças, logo pensamos em educação (do latim educatio, ação de criar; alimentação; instrução, educação - Dicionário Larousse Cult.).

         Educação é a ação de desenvolver as facilidades psíquicas, intelectuais e morais. Pedagogicamente dividida em: Educação material que transmite o conhecimento das coisas materiais necessárias à manutenção do corpo, da saúde, da vida. Sem ela a vida humana seria impossível. Educação intelectual é aquela à qual estamos acostumados na educação formal, ou seja, o estudo das várias ciências e artes. Sem ela a vida seria bruta e selvagem, sem beleza ou refinamento. Educação ética é voltada para o cultivo dos valores humanos e éticos, para o desenvolvimento da consciência, da empatia, dos bons modos e do comportamento adequado encontrado nas bases de todas as tradições espirituais e religiosas (a veracidade, o amor, a justiça, a honestidade, o perdão e a caridade).

         Como construir o caráter através da educação?

         O nosso caráter é a soma do caráter congênito (herdado e inato) mais caráter adquirido. Caráter congênito: nem maus nem bons, apenas diferentes. Nenhum ser humano nasce mau! A maldade, perversidade e violência que vemos nas pessoas não são prova de alguma espécie de “mal inato” do indivíduo. Apenas apontam para o despreparo de pais e educadores. Caráter adquirido: interação da criança com os pais nos primeiros meses e anos de vida - experiências 1) de aceitação ou rejeição, carinho ou violência, disciplina ou permissividade; 2) na escola - críticas sofridas, ameaças sentidas, êxitos e fracassos...

         Caráter Congênito. Nossa carga genética interage com o meio-ambiente, influenciando-o e sofrendo dele influências. ”A hereditariedade é um processo 

         “A coisa mais maravilhosa a respeito de um caráter é sua habilidade para modificar o temperamento, para capacitar as pessoas a tirarem vantagem das partes úteis de seus temperamentos e a diminuírem a influência das tendências biológicas ou instintos menos desejáveis”. Dean Hamer

         “Não há bebês de má índole que se transformam em seres humanos malignos, mas uma sociedade maligna que transforma bons bebês em adultos desordeiros; e isso acontece em um regime de frustração”.

         Caráter adquirido. A matriz emocional deixa marcas profundas no perfil psicológico, intelectual, espiritual e social das crianças. E a partir dessas experiências que se consolidarão traços de caráter que acompanharão o indivíduo por toda a vida.

         Nosso EU é aquilo que somos, nosso caráter, é o resultado complexo da interação entre nosso caráter congênito (com suas dimensões hereditária e inata) e nosso caráter adquirido, basicamente construído e ética que recebemos.

         A educação , no seu sentido mais amplo diz respeito a tudo aquilo que experimentamos física, intelectual, emocional e espiritualmente, e é ela, portanto que é responsável por uma dimensão fundamental daquilo que somos e do que nossas crianças virão a ser.

         Portanto cada filho, criança e ser humano, tem de ser tratado diferentemente, pois cada um tem suas características e necessidades próprias.

A Missão Sagrada dos Pais

O pai e a mãe são as duas pessoas que maior influência terão sobre o desenvolvimento e a formação da criança. Essa influência se dá tanto pela carga genética que transmitem a ela, como pela forma como a amam, educam e cuidam dela.

         Assim como cada criança necessita de um pai e uma mãe para ser gerada, a boa educação exige dois progenitores: amor e sabedoria.

                   “Não há melhor solo para fazer germinar os grãos da paz que uma educação de qualidade para todos. Isso significa uma educação que traga valores de tolerância, de justiça, de igualdade, de compreensão mútua e de coexistência pacífica, o que constitui desde logo uma das armas mais eficazes para combater os efeitos nocivos da ignorância e do ódio.” Koichiro Matsura—diretor geral da UNESCO

(resumo de palestra proferida por Marcos T. Fadel)

 

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