INFORMATIVO DOS LEIGOS
ESTIGMATINOS
Setembro – Outubro de 2006 - Ano VI - n° 43
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ÍNDICE COM LINKS
A rosa floresce por qualquer motivo
Perspectivas (É por amor...)
Infância e Adolescência missionária: fruto novo no coração da Igreja
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“A
ROSA FLORESCE SEM QUALQUER MOTIVO”
A natureza em movimento se desperta... desabrocha-se em cores, transforma o cenário... perfuma...
O perfume de Deus fica mais marcante na
celebração do mês da Bíblia... “A finalidade
da leitura da Bíblia é a prática da verdade nela contida”.
É preciso, pois, meditá-la e propô-la como regras do
próprio comportamento. Lendo, cremos encontrar imediatamente pronto o
alimento, mas não é assim: é preciso prepará-lo. Se
existe o pão, é necessário assá-lo, ou talvez ainda
não esteja no momento de comê-lo.
É o 7º aniversário do nosso
informativo e recebemos esse presente: “Nascem mais duas FABERs...”
A juventude se move... Nas manhãs de dias
nublados somos chamados à esperança de um sol que vai chegar ou
mesmo já está entre nós por estarmos em seu nome:
“onde dois ou três estiverem em meu nome aí eu estarei no
meio deles” (Mt 18,20)
Em outubro, somos chamados a fazer
memória do nosso compromisso de batizados: é mês
missionário! Ide, disse Jesus! Ele não disse que os homens a
aceitariam. Disse simplesmente que havia necessidade de caminhar para proclamar
a Boa Nova, e proclamar bem alto, as palavras de vida. São Gaspar marca
seu tempo e determina para sua Congregação seu distintivo:
anunciar a boa nova para os jovens, para os padres, para as famílias.
Que beleza ver as crianças desde tão pequenas, envolvidas nessa
dinâmica da vida: “criança evangeliza e ajuda
criança” é o lema da Infância e Adolescência
Missionária - que na paróquia de Santa Edwiges, tem São
Gaspar como seu padroeiro, e vivem a espiritualidade, a fé, o amor e o
ardor missionário deste santo.
Por
falar em crianças, outubro é o mês delas...
Nós,
leigos estigmatinos nos movemos em
direção ao nosso grande encontro anual...
Movimento,
dinâmica... eis o amor...
Como
será que uma professora visualiza o amor no dia-a-dia, no contato com
seus alunos? Qual será a visão de amor para um padre? Será
diferente da visão de um engenheiro?
Saberemos na “1ª
Noite das Tendas – Vida no Amor, Amor na Vida – Um olhar jovem
sobre a Encíclica Deus é Amor”;
com o objetivo de interagir e acabar com o preconceito aos documentos oficiais
da Igreja. Vamos aprender a Encíclica “Deus é Amor”,
escrita pelo Papa Bento XVI de um jeito mais leve e agradável.
Rita
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Leia com freqüência
o Evangelho, esmiúce as palavras e atitudes de Nosso Senhor com
consideração e meditação e aplique a si aquilo que
convém segundo as circunstâncias em que se encontra.
(São Gaspar)
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PERSPECTIVAS
É por amor...
Começo meu
diálogo poetizando com Zé Vicente, compositor, cantor e poeta
cearense:
É
por amor!
Que
cantamos
E
tantas vezes choramos também.
É
por amor à vida
Que
estamos lutando
E
vamos andando lentamente
Para
buscar a luz
E
a liberdade das manhãs de Sol! ...
É por amor que caminhamos lado a lado,
noite e dia como família bertoniana.
É por amor que queremos que vocês,
leigos (as) estigmatinos (as), conheçam passo
a passo a vida e a espiritualidade do nosso fundador São Gaspar Bertoni.
É daí que nasce a identidade estigmatina.
É por amor que vos convido, como acompanhante
espiritual da Faber, a se aproximarem de Jesus,
partilhar a vida com ele. Suas dores, alegrias, sonhos... Sentar-se à
mesa e comer do pão que lhe é oferecido. Conviver com Jesus e,
assim, comprometer-se com ele, seguindo seus passos e doando-se na
construção do Reino. Gaspar Bertoni, no seguimento a Jesus,
entregou-se inteiramente nas mãos do Pai. No livro “Na Escola de
Deus com São Gaspar Bertoni”, Pe.
Inácio Bonetti nos diz: “Pe. Gaspar
não tem nenhuma pretensão de originalidade no seu ensinamento
espiritual e na colocação de seu ensinamento espiritual. O que o
caracteriza, na vida e nos escritos, é o esforço sólido,
para que Cristo seja realmente o centro do amor e da finalidade de toda
intenção”. São Gaspar fez da experiência cristocêntrica o cerne de sua vida. Portanto, deve
ser para nós um modelo de seguimento a Jesus. É um meio e
não o fim.
Em meditações feitas no
seminário, comentando o texto bíblico 1Sm 1, 35, São
Gaspar nos afirma que caminhar na presença de Cristo significa
considerar-se sempre diante Dele e fazer aquilo que sabe ser-Lhe agradável.
Em outras palavras, caminha sempre na presença de Cristo aquele que, em
tudo que faz, visa a Ele e procura orientar a própria vida conforme seu
exemplo: reconhecendo que Ele veio a terra para oferecer
É por amor à vida que precisamos
conhecer a espiritualidade bertoniana e perceber que,
na vida deste “Homem de Deus”, como foi chamado, existem
virtudes que precisamos acolher.
É por amor que, seguindo a Jesus pelos
métodos de Bertoni, e, inseridos no contexto sociopolítico,
econômico, psicológico, espiritual... somos
chamados a construir o Reino nas nossas famílias, comunidades e na nossa
Congregação.
É por amor que precisamos desenvolver em
nós a arte do diálogo com Deus, com Jesus, com São Gaspar,
com o outro por meio da oração e práticas de
justiça e paz.
É por amor que, como assessor da Faber, vos proponho essa
prática.
Somos humanos, seres de relação.
Para mantermos uma relação amorosa com Deus e desenvolver a
espiritualidade, proponho alguns passos:
Você
anda estressado, exausto, disperso, com a sensação de estar
carregando o mundo nas costas?
Pare! A essencial arte de parar é a maneira ideal de entrar em contato
com seu eu. De retomar seus sonhos, rever seus caminhos, perceber para aonde
está indo. Entrar em contato com suas belezas e feiúras. Lembrar
de algo fundamental a respeito da vida que ficou para trás. Perceber
qual o lugar de Jesus na sua história de vida. Sentir que existem
pessoas caminhando ao seu lado. Tomar consciência do seu corpo,
sentimentos e emoções. Parar é garantir que você seguirá
na direção que realmente deseja e na qual tenha a capacidade de
escolher o que é melhor para sua felicidade. Parar é preciso,
para entrar em diálogo com Deus. Escolha um momento do seu dia,
dialogue, reze. Parar não é um ato estéril. Precisamos
parar para “parir”, para gerar vida em nós e nos outros.
Parar pra respirar, para conhecer-se e saber por que se faz parte da
família bertoniana. Parar para dizer com santo
Agostinho: “Senhor faça com que eu me conheça para que eu
te conheça”.
Tomar contato com a Bíblia. Ler, meditar,
ruminar e celebrar. Precisamos acolher a Palavra diariamente. Precisamos comer
a Palavra, como fez São Gaspar. Sentir o amargo, a doçura, a
ternura, o medo, o sofrimento, a poesia e os apelos.
A Bíblia, palavra revelada, deve ser o centro das nossas reuniões e encontros
da Faber. reuniões e
encontros da Faber. São Gaspar Bertoni,
compartilha sua experiência dizendo: “A finalidade da leitura da
Bíblia é a prática da verdade nela contida. É
preciso, pois, meditá-la e propô-la como regras do próprio
comportamento. Lendo, cremos encontrar imediatamente pronto o alimento, mas
não é assim: é preciso prepará-lo. Se existe o
pão, é necessário assá-lo, ou talvez ainda não
esteja no momento de comê-lo. É preciso o fogo do Espírito
Santo para assá-lo. É a oração que o reaviva e o
inflama”.
A experiência com Deus nos leva a uma
ação. Podemos entender ação como movimento interno
ou externo, como algo que nos transforma, nos move ao encontro do que sou, do
eu presente no outro que, na relação, torna-se um tu, dos nossos
grupos de convivência, de Deus e dos cenários da nossa vida. Nas
reflexões feitas no Psicodrama, percebi que os
cenários são muito importantes na construção do
nosso ser. Seguir Jesus, rezar, envolver-se com alguém, abraçar
um projeto, pertencer à Faber... Tudo isso nos
conduz a cenários variados, nos leva a subir no palco da vida e, assim,
percebermos qual o nosso papel na História e na construção
do Reino.
Concluo minha conversa, com a certeza de que
é por amor que precisamos seguir a Jesus e viver cada instante da vida,
sabendo que não estamos sós. Compartilhamos os sonhos, a
espiritualidade e pertencemos a uma mesma família, a Família Bertoniana.
Perseverança na caminhada.
Com ternura,
Pe. Jordélio
Sugestões de leitura:
Na escola de
Deus com São Gaspar Bertoni,
BONETTI, Pe. Inácio;
A Essencial
arte de parar,
KUNDTZ, David;
A
oração como encontro,
GRUN, Anselm.
NASCEM MAIS DUAS FABERS...
Em nosso informativo sempre temos a alegria de ler
uma matéria com o seguinte titulo: “NASCE MAIS UMA
FABER...”, mas neste informativo este tema mudou de uma para duas fabers, é isso mesmo, duas!
A Faber em Campinas se alegra com mais dois
grupos de leigos estigmatinos, um na
O grupo de Faber da
A igreja São Benedito ficou repleta. Pe.
Jordelio, com seu jeito carismático, falou da importância do leigo
e do seguimento a Jesus Cristo através da Espiritualidade de São
Gaspar; a Faber São Benedito hoje conta com um
grupo de quarenta leigos.
Já no dia 23 de Setembro foi a vez da
Hoje, Campinas, berço da Faber na
Província Santa Cruz conta com cinco grupos de leigos estigmatinos, sendo três grupos em
Que a Espiritualidade de São Gaspar Bertoni sempre nos conduza a
Jesus Cristo, ensinando-nos trilhar o caminho do divino Mestre.
Parabéns Campinas!
ENCONTRO COM BERTONI
São
Gaspar e as Missões
Mês de outubro é o mês das missões. Mais uma
oportunidade para analisar nosso compromisso de cristãos. São
Gaspar Bertoni colocou como distintivo para a Congregação
Estigmatina: Missionários Apostólicos a serviço dos
bispos. No emblema estigmatino aparecem as palavras: “Euntes Docete”, indo, por onde andares, ensinai. Estas
palavras estão dentro da ordem dada por Jesus Cristo: “Ide por
todo mundo...”
Jesus é o missionário do Pai e Ele passa este compromisso
para os apóstolos e os apóstolos passaram para todos os
seguidores de Cristo esta mesma ordem.
O Papa Paulo VI na encíclica “Evangelii
Nuntiandi” diz: “não se pode dizer
que alguém está completamente evangelizado enquanto não se
tenha convertido em um evangelizador”. (E.N. 24).
Este dever missionário é uma exigência comum a
todos. Levar o evangelho a todas as criaturas, prioritariamente àqueles
onde é quase ou totalmente desconhecido. (E. N. 52).
Falando
a um grupo de jovens, e pedindo que eles fizessem uma oração
sobre as passagens bíblicas onde Jesus fala: “vós sois o
sal da terra ..., e também sobre a
parábola da semente lançada na terra, não sei se eu
não me fazia compreendido, ou os jovens estavam “em outra”,
o certo é que ninguém conseguiu formular uma
oração. Fiquei meio frustrado.
A Igreja é a depositária dos mistérios da
salvação. (E.N. 80). Temos a obrigação de levar o
evangelho ao mundo inteiro mesmo que muitos sejam os instrumentos de luz que as
religiões não-cristãs tragam consigo.
Os homens cada vez mais se avizinham uns dos outros, e o mundo se torna
uma grande aldeia. É papel do missionário fazer
com que a unidade aconteça também em nível espiritual,
tornando todas as nações um só Povo de Deus.
Espelhando-nos
Esta ordem ultrapassa o tempo e o espaço: é para todas as
gerações e nações da terra. Jesus sabia das
dificuldades a serem enfrentadas, quantas resistências seriam oferecidas,
mas não diminuiu a força de suas palavras.
Ide, disse Jesus! Ele não disse que os homens a aceitariam. Disse
simplesmente que havia necessidade de caminhar para proclamar a Boa Nova. Jesus
pede o colocar-se a caminho, e proclamar bem alto, as palavras de vida. Isto
exige coragem e generosidade.
São Gaspar marca seu tempo e determina para sua
Congregação que este deve ser seu distintivo: anunciar a boa nova
para os jovens, para os padres, para as famílias.
Podemos
contar com o compromisso do Senhor; “Eis que estarei convosco todos os
dias, até o fim do mundo”.
O testemunho é imprescindível.
Pe. Jacob Jovino Tomazella
Paróquia Santa Edwiges
Pároco
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA MISSIONÁRIA:
FRUTO NOVO NO CORAÇÃO DA IGREJA
A Infância e Adolescência Missionária (IAM) é
uma obra pontifícia, cujo lema é “criança evangeliza
e ajuda criança”. É formada por crianças e
adolescentes de
A
Em
pouco tempo, a semente se espalhou e, assim, o grupo da Infância e
Adolescência Missionária já contava com a
participação ativa de aproximadamente cem crianças. Foram
formados novos grupos, e a missão da evangelização e do
sacrifício pelas crianças necessitadas do mundo inteiro, era cada
vez mais vivenciada.
Com
freqüência, as crianças realizam terços nas casas de
doentes; fazem campanhas de arrecadação de alimentos, roupas e
brinquedos com entrega e visita nas comunidades carentes; visitas à instituições que cuidam de pessoas
aidéticas e idosas, entre tantos outros gestos de fraternidade.
Cada
paróquia, segundo as diretrizes e orientações da IAM, deve
escolher um patrono, para que as crianças possam se espelhar e seguir o
exemplo de vida do santo ou santa escolhido. No ano de
Dois
anos mais tarde, a paróquia de Santa Edwiges já contava com o
trabalho de divulgação com encontros de formação da
IAM, na região de Campinas, chegando também a realizá-lo
na cidade de Itararé no estado de São Paulo, por um grupo formado
pelas próprias crianças da IAM.
Ainda
no mesmo ano, ocorreu em Campinas o 14º Congresso Eucarístico,
juntamente com o 3º Encontro Nacional da Infância e
Adolescência Missionária. E foi a paróquia de Santa
Edwiges, quem acolheu as 120 crianças da IAM vindas de todo o Brasil,
para participarem deste encontro. As crianças da IAM puderam partilhar
culturas diferentes, trocar experiências e realidades vividas por
crianças em todas as regiões do Brasil.
Ainda
no ano de
Muitas
das crianças que iniciaram na Infância e Adolescência
Missionária, e que hoje já são jovens, participam
fervorosamente da missão jovem estigmatina, graças à
primeira experiência da vida de amor e de evangelização
vivida nesta obra.
Há
oito anos, a
Como
disse o Papa João Paulo II: “As crianças
são os pequenos grandes missionários”.
O mais importante de tudo é nos aproximarmos das crianças. Elas
com o enorme potencial que possuem, são capazes de evangelizar e mudar o
mundo, pois não têm vergonha de falar de Jesus para os outros.
Nós,
evangelizadores e evangelizadoras, devemos ir até as crianças e “trazê-las
para o meio”, como Jesus mesmo fez, e aprender delas o caminho e o jeito
de evangelizar com um renovado ardor missionário.
Luciana
Zanata
Assessora
da IAM
Paróquia
Santa Edwiges
FESTIVAL BERTONIANO
E assim, numa bela manhã de sol...
Sempre
que nos encontramos, temos momentos de festa, descontração, entusiasmo, espiritualidade, alegria e amizades. Mas
aquele domingo de manhã, um pouco nublado, com uma cara de domingo
à tarde não parecia prometer muito. Era só olhar para o
lado e ver na cara de alguns: “quero cama; não agüento de tanta
preguiça!”. Cansados, uns mais, outros menos, mas também
animados (ou ao menos apostando nisso) saímos das nossas cidades para o
Festival Bertoniano (Detalhe: essa reflexão só
a tive depois; naquela hora eu participava também do clima sem sol...).
Depois
de tudo, confesso que ainda estou surpreso com o que vi, ouvi,
me emocionei e, é claro, ri neste dia. Parecia mágica, ou
programa de auditório dos bons. Teve até gente (frango?) que
tocou o hino nacional com sons do próprio corpo, ‘tipo se vira nos
trinta’; e fora as histórias “frangolinas”
e motivacionais, como a de Joseph Climber,
que nos mostraram em detalhes e com fundamentos a origem da exótica
dança do “frango caipira” que, à luz de uma
bela manhã de sol, nos fez ver que a vida é uma caixinha de
surpresas (mais um detalhe: o sol ainda não havia aparecido, mas no
palco do anfiteatro eram muitas luzes).
Após
a chegada, aquela carinha de que falei no início teve que ceder
espaço à outras mais animadas. Todos
tinham alguma coisa para contar e cantar (valeu pessoal pela música,
poema, pintura, teatros...) e tempo foi feito com este recheio de alegria
e espiritualidade bertoniana. Cada teatro! Cada cena!
Onde se tirou tanta criatividade? É
certo que nem tudo era alegria; houve até dor, mas de tanto rir.
Poderia
até continuar descrevendo aquela ‘linda manhã de
sol’, mas aí seria o mesmo que abrir uma caixinha de surpresas
para você (aí não tem graça, não é
mesmo?). Quero só dizer algo sobre a espiritualidade e as atividades da
Igreja que exigem dedicação e algumas manhãs de sol de
preparo. O mundo nos ensina uma ideologia da satisfação imediata.
Aliás, é só ver as propagandas com seu apelo imediato.
Isso leva as pessoas a não quererem mais ‘gastar’ seu tempo
para o outro ou mesmo em vista de um bem futuro. É de se imaginar quanto
tempo de preparo cada cidade e grupo dedicou para fazer do Festival um show.
Ainda não se havia visto o brilho do sol.
Nas
manhãs de dias nublados somos chamados à esperança de um
sol que vai chegar ou mesmo já está entre nós por estarmos
em seu nome: “onde dois ou três estiverem em meu nome aí eu
estarei no meio deles” (Mt 18, 20). E assim numa linda manhã de
sol aconteceu o festival bertoniano.
Obrigado galera da PJest!!!
Ir.
Assessor Região Campinas
NOITE DAS TENDAS
Por falar de amor...
Amor a Deus e amor ao próximo são
inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas,
ambos vivem do amor proveniente com que Deus nos amou primeiro”.
Este é um dos trechos mais significativos da Encíclica
“Deus é Amor”, escrita pelo Papa Bento XVI. O texto suscita
uma dupla importância: além do fato de uma encíclica ser um
dos documentos mais importantes da Igreja, o amor é um dos temas mais
discutidos entre todos grupos etários, sociais e culturais. Mas, como
este documento tem sido absorvido pelos fiéis? Quantos de nós,
católicos, no mundo todo, têm a oportunidade de ler, compreender e
trazer as reflexões de Bento XVI para o mundo prático?
Num
país com pouco hábito de leitura, com dificuldades para o
entendimento de textos de construção
filosófico-teológica, cuja complexidade exige discussão,
reflexão e conhecimentos anteriores e, inclusive, diante de tantas
recusas a documentos oficiais e de líderes hierárquicos, é
preciso pensar no acesso e na compreensão de tais textos, que unificam
cristãos católicos e dão fôlego a importantes temas
da vida comunitária.
Diante
dessa inquietude, premissa básica para a modifica- ção de
qualquer realidade, o Cen- tro de Formação Permanente (Cefope), setor juventude, coor- denado pelo diretor
espiritual da Faber, Pe. Jordélio Siles Ledo,
promoverá em outubro a “1ª Noi- te das Tendas –
Vida no Amor, Amor na Vida – Um olhar jovem sobre a Encíclica Deus
é Amor”.
O
evento será realizado em duas etapas: no dia 27 de outubro, sexta-feira,
às 19h, para os jovens a partir de 17 anos, e, no dia 28, sábado,
às 18h, para toda a comunidade. O local escolhido para as atividades
é o Salão Paroquial Gaspar Bertoni, na Igreja São
Benedito, no centro da cidade.
No
evento, um grupo de jovens profissionais, que trabalham em
diferentes áreas, proporão atividades lúdicas e
dinâmicas que farão com que o tema seja discutido e refletido em
diferentes contextos, provocando a relação entre o documento e a
vida prática. É o conhecimento sendo, efetivamente, transformado
em informação para toda a sociedade.
A
proposição de atividades artísticas e lúdicas como
metodologia para o evento é uma forma de trabalhar o assunto de forma
agradável e destituir o ranço e o preconceito que se construiu em
relação a documentos oficiais. As atividades propostas
usarão poesia, música, dramatizações e
dinâmicas de grupo, que possibilitarão a vivência das
questões trabalhadas na Encíclica, aproximando fiéis,
principalmente os jovens, do documento.
Além
disso, a Noite das Tendas tem uma proposta multi, inter e transdisciplinar, como
preconiza os principais trabalhos voltados à educação e ao
diálogo em torno da construção do conhecimento. É
preciso derrubar a idéia, concebida ainda na Idade Média e difundida
durante os séculos, de que alguém, detentor do conhecimento,
transmite-o aos outros, seres passivos no processo de recepção.
Felizmente, iniciativas bem-sucedidas têm provocado mudanças nesse
sistema. O Cefope também tem essa proposta e a
Noite das Tendas é o primeiro exemplo.
Os
organizadores, que proporão vivências e diálogos entre os
participantes, e não “palestras”,
“seminários” ou “simpósios”, são
profissionais de diferentes formações – medicina,
jornalismo, psicologia, serviço social etc. Cada um proporá uma
atividade, cujo objetivo é relacionar a Encíclica com o cotidiano
profissional. Como será que uma professora visualiza o amor no
dia-a-dia, no contato com seus alunos? Qual será a visão de amor
para um padre? Será diferente da visão de um engenheiro?
São
questões como essas que permitem que se estabeleçam
vínculos entre as profissões, centradas num mesmo assunto.
É um diálogo que surge naturalmente e nos aproxima enquanto
pessoas. Como diz o poeta Manuel Bandeira, “o que eu adoro em ti é
a tua vida”. Todos temos algo a contribuir para
o outro. Só existimos no coletivo, e nossa individualidade só tem
razão quando entramos em contato com o outro e nos sentimos
únicos enquanto indivíduos, mas também unificados no amor
de Deus.
Os
interessados em participar da Noite das Tendas devem entrar em contato pelo
telefone: 9134-3491 ou pelo e-mail: cefopecampinas@yahoo.com.br.
Também é possível fazer as inscrições
após as missas na secretaria da Igreja São Benedito, na Rua
Cônego Cipião, n.º
774, Centro.
Fabiano Ormaneze
Jornalista
e escritor
membro
do Centro de Formação Permanente (Cefope)
ormaneze@yahoo.com.br
MÊS DAS CRIANÇAS
Quando falamos de crianças, logo pensamos em
educação (do latim educatio,
ação de criar; alimentação;
instrução, educação - Dicionário Larousse Cult.).
Educação
é a ação de desenvolver as facilidades psíquicas,
intelectuais e morais. Pedagogicamente dividida em: Educação
material que transmite o conhecimento das coisas materiais
necessárias à manutenção do corpo, da saúde,
da vida. Sem ela a vida humana seria impossível. Educação
intelectual é aquela à qual estamos acostumados na
educação formal, ou seja, o estudo das várias
ciências e artes. Sem ela a vida seria bruta e selvagem, sem beleza ou
refinamento. Educação ética é voltada para o
cultivo dos valores humanos e éticos, para o desenvolvimento da
consciência, da empatia, dos bons modos e do comportamento adequado
encontrado nas bases de todas as tradições espirituais e
religiosas (a veracidade, o amor, a justiça, a honestidade, o
perdão e a caridade).
Como
construir o caráter através da educação?
O
nosso caráter é a soma do caráter congênito (herdado
e inato) mais caráter adquirido. Caráter congênito:
nem maus nem bons, apenas diferentes. Nenhum ser
humano nasce mau! A maldade, perversidade e violência que vemos nas
pessoas não são prova de alguma espécie de “mal
inato” do indivíduo. Apenas apontam para o despreparo de pais e
educadores. Caráter adquirido: interação da criança
com os pais nos primeiros meses e anos de vida - experiências 1) de aceitação ou rejeição,
carinho ou violência, disciplina ou permissividade; 2) na escola -
críticas sofridas, ameaças sentidas, êxitos e fracassos...
Caráter
Congênito. Nossa carga genética interage com o meio-ambiente,
influenciando-o e sofrendo dele influências. ”A hereditariedade
é um processo”
“A
coisa mais maravilhosa a respeito de um caráter é sua habilidade
para modificar o temperamento, para capacitar as pessoas a tirarem vantagem das
partes úteis de seus temperamentos e a diminuírem a
influência das tendências biológicas ou instintos menos
desejáveis”. Dean Hamer
“Não
há bebês de má índole que se transformam em seres
humanos malignos, mas uma sociedade maligna que transforma bons bebês em
adultos desordeiros; e isso acontece em um regime de frustração”.
Caráter
adquirido. A matriz emocional deixa marcas profundas no perfil
psicológico, intelectual, espiritual e social das crianças. E a
partir dessas experiências que se consolidarão traços de
caráter que acompanharão o indivíduo por toda a vida.
Nosso
EU é aquilo que somos, nosso
caráter, é o resultado complexo da interação entre
nosso caráter congênito (com suas dimensões
hereditária e inata) e nosso caráter adquirido, basicamente
construído e ética que recebemos.
A
educação , no seu sentido mais amplo diz
respeito a tudo aquilo que experimentamos física, intelectual, emocional
e espiritualmente, e é ela, portanto que é responsável por
uma dimensão fundamental daquilo que somos e do que nossas
crianças virão a ser.
Portanto
cada filho, criança e ser humano, tem de ser
tratado diferentemente, pois cada um tem suas características e
necessidades próprias.
A Missão Sagrada dos Pais
O pai e a mãe são as duas pessoas que maior
influência terão sobre o desenvolvimento
e a formação da criança. Essa influência se
dá tanto pela carga genética que transmitem a ela, como pela
forma como a amam, educam e cuidam dela.
Assim
como cada criança necessita de um pai e uma mãe para ser gerada,
a boa educação exige dois progenitores: amor e sabedoria.
“Não
há melhor solo para fazer germinar os grãos da paz que uma
educação de qualidade para todos. Isso significa uma
educação que traga valores de tolerância, de
justiça, de igualdade, de compreensão mútua e de coexistência
pacífica, o que constitui desde logo uma das armas mais eficazes para
combater os efeitos nocivos da ignorância e do ódio.” Koichiro Matsura—diretor
geral da UNESCO
(resumo
de palestra proferida por Marcos T. Fadel)